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Crescimento do PIB deve ficar entre 3,5% e 4,5% em 2011, diz secretário

O crescimento da economia brasileira deve ficar entre 3,5%, conforme previsão do Banco Central, e 4,5% neste ano, de acordo com estimativa do Ministério da Fazenda, segundo informou nesta terça-feira (11) o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, em audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que trata da prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) em 2012. “Nossa meta é que volte a acelerar para 5% [de crescimento] no ano que vem”, acrescentou ele.

Na Europa, porém, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda lembrou que parte dos analistas já prevê recessão, enquanto outra parte vê um cenário de “desaceleração” do crescimento econômico – que pode impactar a economia brasileira.

“Alguns países europeus estão enfrentando altos déficits e altos níveis de dívida pública. Como têm se financiado em moeda única, isso tem gerado aumento das taxas de juros. E como os bancos detêm os papéis dos países, há incerteza, pondendo haver crise financeira na europa. Paira uma incerteza sobre qual vai ser a solução da Europa e suas implicações para o sistema financeiro, para a Europa e para a economia global”, disse ele, lembrando que a Europa representa 21% a 22% da economia mundial.

Segundo sua visão, o Brasil tem de se preparar para um “contexto mais adverso” no ano que vem. “A DRU dá mais margem de manobra para lidar com choques que aconteçam no resto do mundo. Em comparação com o mundo, o Brasil é um dos poucos países que ainda tem superávit primário [antes do pagamento de juros da dívida pública]. Trabalhamos com a meta de 3,1% do PIB [de superávit primário] em 2011 e trabalharemos para manter essa mesma meta do ano que vem”, acrescentou.

De acordo com ele, a relação dívida líquida com o Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil deve fechar 2011 em 38,6%, recuando para 37,5% no fim de 2012. Barbosa avaliou que a redução da dívida líquida, em sua proporção com o PIB, só aconteceu por conta do equilíbrio fiscal possibilitado pela DRU. “Estamos, pelo nosso trabalho e pelo contexto internacional, diante da possibilidade de redução da taxa de juros. A manutenção da DRU pode contribuir para continuação da redução dos juros nos próximos meses e anos”, acrescentou ele.

Ele lembrou que, no fim de 2002, juros reais brasileiros (após o abatimento da inflação prevista para os doze meses seguintes) estavam em 16% ao ano. Atualmente, disse o secretário, os juros reais estão em 4,67% ao ano. “A taxa de juros real está convergindo para juros vigentes em países com indicadores similares ao nosso. Isso se deve à política fiscal responsável com redução da dívida publica”, declarou.

De acordo com Barbosa, o “excesso de vinculações” no orçamento gera “ineficiência” da administração. “Já está ocorrendo, na prática, redução gradual da DRU e, mesmo assim, temos aumentado os gastos sociais. A DRU tem possibilitado gastos estratéticos, como o PAC, o Minha Casa Minha vida, e o Brasil Sem Miséria. A proposta é prorrogar a DRU nas condições atuais, mantendo desvinculação em 20% [das receitas da União]. Isso não tem impacto em gastos com Educação e nas transferências aos estados e municípios”, finalizou.

fonte: G1