Blog

IPI maior para carros importados deve ser 'transitório', diz CNI

O chefe da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flavio Castelo Branco, disse nesta terça-feira (20) que a decisão do governo brasileiro de elevar o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados, que não sejam provenientes do Mercosul ou do México, foi uma “reação de defesa” do mercado brasileiro por conta da “forte penetração” dos importados. A medida vale, inicialmente, até o fim de 2012.

“A medida se faz necessária do ponto de vista da crescente e agressiva penetração dos produtos importados. A valorização do câmbio [queda do dólar, registrada durante boa parte deste ano, apesar da alta recente] desnuda todas as deficiências da indústria nacional [carga tributária alta, custos de logística etc.]. É uma medida de resguardar mercado brasileiro. É bastante diferente das usuais. É uma medida quase que emergencial do ponto de vista de ação. Deve ter características específicas e transitórias, que não deve permanecer por muito tempo”, declarou Castelo Branco. Para ele, a decisão do governo pode acelerar projetos de investimentos no país.

A medida foi aplaudida pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), pois, em sua visão, “fortalece” a produção local e regional. Entretanto, a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) informou que deve entrar nesta semana com uma medida judicial contra o aumento imediato do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Para os importadores, o aumento também fere as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

fonte: G1